segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Notícia: Cientistas explicam como grupo de bactérias fica resistente a drogas


Proteína em bactérias 'Staphylococcus aureus' é chavepara a resistência.
Pesquisa com os micro-organismos foi publicada na revista 'Science'



Cientistas da Universidade Estadual Penn, nos Estados Unidos, descobriram como um grupo de bactérias evoluiu a ponto de se tornar resistentes a antibióticos.
O segredo da pesquisa de Booker está na comprensão de como a presença de um gene chamado "cfr" engana a ação dos antibióticos nos ribossomos das bactérias - "usinas" dentro dos micro-organismos responsáveis por produzir os meios necessários à sobrevivência.
O grupo de Booker possui agora um modelo em "3D" para entender exatamente - no nível molecular - como o gene torna a célula da bactéria "indestrutível" pelas drogas atuais.
Durante estudos anteriores, os cientistas descobriram que o gene havia se desenvolvido em bactérias Scaphylococcus sciuri e era responsável por controlar a produção de uma proteína fundamental para a resistência a antibióticos.
Mais tarde, o mesmo gene foi encontrado em outro tipo de bactérias, as Staphylococcus aureus, isoladas nos Estados Unidos, México, Brasil, Espanha, Itália e Irlanda. Resistentes a sete tipos de antibióticos, esses micro-organismos têm causado infecções hospitalares em todo o mundo. Normalmente são encontrados na pele e nas mucosas do nariz em humanos.
Para saber como proteína regulada pelo gene "cfr" se comporta nas bactérias, a equipe de Booker estudou um processo conhecido como metilação - quando enzimas "marcam" uma região do nucleotídeo, a molécula responsável por servir da base ao DNA e ao RNA nas células.
Eles descobriram que a proteína regulada pelo gene "cfr" marca o nucleotídeo em uma região diferente da comum. Isso faz com que a ação dos antibióticos nos ribossomos - que normalmente causam a destruição da "usina" e, como consequência, a morte da bactéria - deixe de existir.
Segundo Booker, o próximo passo da pesquisa é usar o novo conhecimento para desenvolver novas drogas para serem administradas junto aos antibióticos tradicionais. Para o pesquisador, conhecer o mecanismo pelo qual as bactérias 'fogem" à ação dos antibióticos é o primeiro passo para combater a resistência em todo o mundo.


Enviado por: Julie Mirapalheta

Notícia: Alimentos probióticos podem ajudar a tratar depressão

Alimentos probióticos, que contêm micro-oganismos vivos, são indicados para a manutenção do equilíbrio da flora intestinal. De acordo com uma pesquisa irlandesa também podem alterar a química do cérebro e ajudar no tratamento de ansiedade e depressão. Os dados são do jornal Daily Mail desta quinta-feira (1).
Para chegar a essa conclusão, a equipe alimentou alguns ratos com a bactéria Lactobacillus rhamnosus, encontrada em em produtos probióticos e constatou que os animais mostraram menos sinais de estresse e neuroses em comparação com os que receberam uma dieta comum.
Os cientistas disseram que as bactérias do intestino se "comunicam" com o cérebro por meio de um nervo chamado vago. "Sem exagerar, isso abre o conceito de que poderíamos desenvolver terapias que podem tratar transtornos psiquiátricos visando o intestino", acrescentou John Cryan, da University College Cork. "Seria possível tomar um iogurte com um probiótico no lugar de um antidepressivo."
Por enquanto, se tem depressão, nem pense em largar o medicamento e comprar um iogurte probiótico, por exemplo. Mais estudos são necessários para avaliar a eficácia de cada bactéria
 
Notícia completa: http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5324962-EI16560,00-Bacterias+probioticas+podem+ajudar+a+tratar+depressao.html
Enviado por: Márcia M. Lara

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Notícia: Gelo servido em bebidas é coberto por bactérias, diz estudo.

Pesquisas encontraram coliformes fecais nos gelos. Foto: Getty Images

Testes em máquinas de gelo constataram que 30% dos 88 estabelecimentos pesquisados, em Yorkshire e Humber, mostraram evidências de falta de higiene. O resultado significa que um em cada três pubs, restaurantes e cafés servem gelo sujo e colocam a saúde dos clientes em risco. As informações são do Daily Mail.
Os peritos da Health Protection Agency encontraram bactérias associadas a deixar de lavar as mãos corretamente após ir ao banheiro.
Pesquisas encontraram coliformes fecais nos gelos
Foto: Getty Images
Em 42% das amostras de gelo, foram encontradas bactérias coliformes, que podem indicar contaminação fecal. A pesquisa foi publicada após um relatório afirmar que o número de pessoas vítimas de distúrbios gastrointestinais subiu 50%, em comparação com a décadade 1990.            
O problema do uso do gelo é a falta de limpeza das máquinas e colheres usadas nos copos e xícaras.
Pesquisas nos EUA também descobriram que as máquinas de gelo em restaurantes fast-food e cafés são suscetíveis a estarem contaminadas. O HPA informou que a falta de higiene na preparação do gelo também pode dar oportunidade para proliferação de bactérias. A principal forma de saber que ele não está contaminado é garantir que o gelo é proveniente de água potável e que todas as máquinas ou colheres são higienizadas da forma correta.

Notícia: Vacina contra a pólio será substituída

A mudança é a iniciativa da OMS para a erradicação da poliomielite. A vacina oral Sabin será trocada pela intramuscular Salk. O Ministério da Saúde já estuda um novo personagem para substituir o famoso Zé Gotinha, a data ainda não está definida porém, esta decisão foi tomada para a erradicação da pólio no mundo, o que é previsto em até a cinco anos. No Brasil, a doença está erradicada há mais de 10 anos, mas com o uso das gotinhas (Sabin) existe um mínimo risco de volta.


Numa reunião realizada há 16 dias, em Brasília, as coordenadorias de Vigilância em Saúde relatam que os estados e municípios brasileiros já estão de sobreaviso e refere que o motivo para a substituição se deve que a com a Sabin o vírus não é eliminado do meio ambiente. Porém a Salk, com o vírus morto acaba com esse risco, entretanto o caminho até a erradicação é longo.

O governo brasileiro quer fabricar a Salk pelo Instituto Bio-Manquinho/FioCruz e para isso, irá adquirir o direito de utilizar tal tecnologia. A coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde confirma a notícia e diz que será um processo de transição. Primeiramente serão duas doses da Salk, aos dois e aos quatros meses, e mais dois reforços com a pólio, aos seis e aos 15 meses.

Fonte : http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1032965

Luiza Rocha – 48444

Notícia: Bactéria é capaz de transformar papel em biocombustível

Cientistas da Tulane University descobriram uma bactéria capaz de revolucionar a busca por combustíveis renováveis. A novidade, batizada como “TU-103” é capaz de transformar a celulose presente em folhas de papel em butanol, um biocombustível que se apresenta como um substituto viável para a gasolina.
A bactéria foi detectada pela primeira vez em excrementos de animais, tendo sido cultivada e desenvolvida em laboratório para se transformar em um meio viável de produzir combustíveis.
A descoberta se destaca por se tratar do primeiro meio viável de transformar celulose em biocombustíveis na presença de oxigênio. Com isso, a transformação deixa de ficar restrita a laboratórios e passa a ser viável a aplicação da novidade em motores de automóveis, mediante algumas modificações simples em seus designs.
David Mullin, líder do projeto de pesquisa, afirma que “o bio-butanol produzido a partir de celulose pode reduzir dramaticamente a emissão de dióxido de carbono e outros agentes poluentes”. Outra vantagem do método é livrar o meio ambiente de toneladas de papel que não passam pelo processo de reciclagem.
Apesar de a notícia ser animadora, não foi divulgada qualquer perspectiva quanto a uma data para a tecnologia começar a chegar ao consumidor final. Da mesma forma, ainda não há informações quanto ao interesse de fabricantes de automóveis em investir no novo método.


Enviado por: Vitória Wonghon Ribeiro