quinta-feira, 3 de novembro de 2011

InCor planeja testar vacina para febre reumática em humanos

Os primeiros testes em humanos de uma vacina brasileira contra a bactéria precursora da febre reumática poderão ser realizados esse ano. A doença autoimune provoca problemas cardíacos em cerca de 15 milhões de crianças por ano.


No Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP, testes com camundongos mostraram que a vacina imunizou de 80% a 100% dos animais.

O medicamento precisa passar por pelo menos três fases de testes antes de chegar ao mercado, o que deve custar R$ 6 milhões nos próximos anos. Os experimentos, feito com voluntários, vão mostrar com qual intensidade a vacina é capaz de induzir resposta no corpo humano e as reações que pode provocar.

A febre reumática é uma doença autoimune em que o sistema imunológico causa dores nas articulações e passa a destruir válvulas do coração. Ela atinge principalmente crianças e adolescentes de países pobres e começa com uma infecção na garganta pela bactéria Streptococcus pyogenes.

Em dois testes diferentes, camundongos foram vacinados e receberam uma quantidade de bactérias suficiente para matá-los. Entre 80% e 100% dos animais resistiram.

Em um terceiro teste, colocaram o soro dos camundongos imunizados em uma cultura de células da faringe, onde injetaram bactérias. Os estreptococos não foram capazes de infectar as células. A vacina também funcionou em porcos.

Para fazer uma vacina contra a Streptococcus pyogenes, os cientistas do InCor passaram a procurar por um trecho que sensibilizasse as células de defesa (linfócitos T e B) contra a bactéria. Para isso, escolheram uma região de 100 aminoácidos na base da proteína M, mais próxima ao estreptococo. Essa base varia muito pouco nas cerca de 200 cepas (o equivalente bacteriano a raças) da S. pyogenes e não induz os linfócitos a destruírem proteínas do corpo.

Notícia completa: http://www.estadao.com.br/noticias/vida,incor-planeja-testar-vacina-para-febre-reumatica-em-humanos-em-2011,584764,0.htm
 
Enviado por: Vitória Wonghon Ribeiro

Instituto cria vacina contra coqueluche em bebês

Uma nova vacina contra a coqueluche poderá impedir que bebês com menos de seis meses de idade contraiam a doença.
Os produtos disponíveis no mercado só imunizam crianças mais velhas e adultos.
A alternativa, desenvolvida pelo Instituto Butantan, foi testada com sucesso em camundongos e será submetida a ensaios clínicos em humanos em um ou dois anos. Cerca de 80% dos casos de coqueluche - e todas as mortes - ocorrem no primeiro semestre de vida, como explica Luciana Cezar de Cerqueira Leite, pesquisadora do Butantan que coordenou o projeto da vacina.

- A criança recebe a primeira dose da DTP [que protege contra difteria, tétano e coqueluche] quando está com dois meses. Mas seu sistema imunológico ainda está imaturo. A proteção só se torna efetiva depois do sexto mês. Até lá, a criança fica vulnerável à bactéria Bordetella, agente causador da doença, um quadro de infecção do sistema respiratório que pode se tornar muito grave.

A vacina convencional contém bactérias Bordetella mortas, que despertam o sistema imunológico e induzem a produção de anticorpos capazes de destruir o micro-organismo. É a chamada imunidade humoral que, justamente nos bebês com menos de seis meses, ainda não funciona direito.
Cientistas do Butantan buscaram inspiração em outra vacina que, já nos primeiros meses de vida, induz respostas imunológicas satisfatórias: a BCG, usada no combate à tuberculose. Inoculada poucos dias após o nascimento, protege a criança de um eventual contágio materno. Não depende da ação dos anticorpos, mas da imunidade celular - recrutamento de células do sistema de defesa que já funciona com razoável eficácia nos bebês.
Os pesquisadores inseriram um gene da bactéria Bordetella no bacilo atenuado da tuberculose bovina (usado para produzir a BCG), que passou a produzir uma proteína característica daBordetella. Dessa forma, a linhagem transgênica do bacilo tornou-se apta para ensinar o sistema imunológico a reconhecer e combater não só a tuberculose mas também a coqueluche.
 
 
Enviado por: Andréa Oliveira

A bactéria que causa a tuberculose tem uma única molécula na superfície celular

A bactéria que causa a tuberculose tem uma única molécula na superfície celular externa que bloqueia uma parte fundamental de defesa do organismo. Agora, novas pesquisas sugerem que este bloqueio representa um novo mecanismo nos esforços de evolução do micróbio para permanecer escondido do sistema imunológico humano.

Os pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio descobriram que a bactéria da tuberculose tem uma molécula em sua superfície externa, que pode interromper a produção de uma importante proteína, em células do sistema imunológico, que ajuda a conter a infecção e manter a doença em estado latente. Essa proteína é chamada de fator de necrose tumoral (TNF, na sigla em inglês). Quando o TNF não é produzido em quantidades suficientes, a bactéria da tuberculose pode crescer sem controle e causar infecção descontrolada dentro e fora dos pulmões.

"Há vários componentes exclusivos sobre a parede celular que ajudam a Mycobacterium tuberculosis a esgueirar-se para o pulmão, de forma relativamente desapercebida", explica o professor Larry Schlesinger, presidente do Departamento de Infecção Microbiana e Imunidade da Ohio State University. "Quanto mais pudermos aprender sobre como estas estruturas da parede celular influenciam a resposta imune do ser humano, mais próximo poderemos chegar ao desenvolvimento de uma estratégia mais eficaz para tratar ou mesmo prevenir uma infecção tuberculose ativa".A bactéria se assemelha a um galho de árvore polvilhado com açúcar e moléculas menores que se projetam da parede celular externa. Os resultados mostram que esta estrutura pode bloquear a produção de TNF no nível de pequenos segmentos de RNA que regulam — ou fazem um ajuste fino — da função de um gene de proteína-edifício. Estima-se que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo são infectados com a bactéria da tuberculose. Pessoas infectadas podem abrigar a bactéria sem sintomas por décadas, mas uma em cada dez desenvolverá a doença, caracterizada por tosse crônica e dor torácica. Infecções ativas e latentes são tratadas com uma combinação de antibióticos que os pacientes devem tomar pelo menos seis meses, e tal tratamento está se tornando menos efetivo, com mais de cepas resistentes de bactérias.

"Isso realmente diz respeito ao poder da bactéria da tuberculose para se adaptar ao seu hospedeiro humano", disse o pesquisador. "Ela teve séculos para desenvolver uma forma sofisticada para lidar com o seu encontro com o humano. Felizmente, a tecnologia genômica é o que nos permite identificar segmentos de RNAs mais rapidamente, o que pode nos permitir recuperar o atraso com a bactéria da tuberculose e descobrir uma maneira ser mais esperto que ela".

Da Agência O Globo
 
Enviado por: Andréa Oliveira - 48411

Cientistas conseguem reverter envelhecimento celular

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível. Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular.

Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos. As células idosas foram reprogramadas "in vitro" em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC). Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado...) após a terapia da "juventude" aplicada pelos cientistas.

Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.

Nova etapa

Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, este acaba de ser superado

Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular. Em seguida, eles fizeram a reprogramação "in vitro" destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).

Graças a este novo "coquetel" de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior. "Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas", explicou Jean-Marc Lemaitre.

Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos. "A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação", concluíram.

Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

Site terra.com.br

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5446180-EI238,00-Cientistas+conseguem+reverter+envelhecimento+celular.html

Enviado por: Márcia Lara

Células anti-cancer

Pesquisadores programam glóbulos brancos para atacar leucemia.




Uma nova terapia genética pode significar um combate eficaz contra o câncer. Em um estudo do Centro Abramson, da Universidade da Pensilvânia (EUA), médicos conseguiram treinar células T – um tipo de glóbulos brancos que combate vírus e tumores- para atacar a doença. Bilhões de células T, retiradas de 3 pacientes com leucemia, foram inoculadas com uma variedade inofensiva do HIV carregando um gene que combate este tipo de câncer. Desenvolvidos ao corpo, os glóbulos brancos começaram a agir.

O vírus enganou o sistema imunológico, permitindo ao gene se espalhar rapidamente. “Em 3 semanas, os tumores sumiram muito mais rápido do que o esperado”, disse o professor Carl June, diretor da pesquisa. Se continuar dando certo, o tratamento deve chegar aos hospitais em 10 anos.

Fonte: Revista Galileu/ novembro 2011, página 24.

Enviado por: Márcia Lara

Aula 3 Imunologia

Aula 1 e 2 Imunologia

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