terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Filtro de ar captura vírus da gripe

Ambientes fechados são lugares altamente desaconselhados em épocas de gripe.
Mas essa facilidade de contaminação poderá ser largamente reduzida com filtros de ar capazes de remover os vírus das gripes e resfriados.
Esta é novidade apresentada por Xuebing Li e seus colegas da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, em Lanzhou.
Os pesquisadores criaram um novo material que pode ser incorporado ou substituir as fibras usadas na construção não apenas de filtros de ar-condicionado de edifícios e automóveis, mas também de máscaras de uso pessoal.
O material é capaz de capturar os vírus influenza antes que eles cheguem aos olhos, narizes e bocas das pessoas e comecem a causar infecções.
Um filtro passivo, capaz de capturar vírus, pode se tornar uma ajuda valiosa para a redução do uso de medicamentos, com seus altos custos e efeitos colaterais
 
 
 
Enviado por: Camila Almeida Gonçalves

Cientistas descobrem aliados para combater os principais tipos de vírus

Reconhecido por sua grande capacidade de mutação, o vírus da gripe, o Influenza, sempre desafiou os cientistas a criar métodos mais eficazes para contê-lo. Sua supremacia, porém, está agora ameaçada pela descoberta de anticorpos capazes de agir em partes mais estáveis do vírus, que não conseguem mudar com tanta agilidade.
São os anticorpos FI6 e CR8020 – ambos provenientes de seres humanos, mas presentes apenas em uma parcela da população. O FI6 foi divulgado como o primeiro anticorpo capaz de atacar os 16 subtipos do Influenza A – responsável por quase todas as epidemias.


Enviado por: Camila Almeida Gonçalves 

Sobre perdas gestacionais infertilidade

A imunologia da Gestação


História
Há cerca de 20 anos, buscando uma resposta que explicasse a razão pelas quais casais aparentemente saudáveis mantinham um padrão de abortamentos de repetição, John McIntyre, da Universidade de Saint Louis, descobriu que diversas destas mulheres apresentavam alterações de resposta imune, entre as quais a ausência de geração de anticorpos anti HLA paternos.

O desenvolvimento desta área tomou grande impulso nos últimos dez anos com a descoberta de que o balanço TH1/TH2 da resposta imune fisiológica é normalmente modificado durante a gestação, com uma diminuição das respostas inflamatórias (TH1) e um aumento compensatório das respostas humorais (TH2). Esta descoberta permitiu um melhor entendimento acerca do comportamento de diversas doenças durante a gestação. Pode-se citar como exemplo o Lupus Eritematoso Sistêmico, doença que costuma agravar-se em gestantes. Sua fisiopatologia é dependente de autoanticorpos, por sua vez dependentes de uma resposta padrão TH2. Como regra, com o aumento das respostas TH2 durante a gravidez, tem-se um aumento de todos os tipos de anticorpos, inclusive autoanticorpos patológicos, e como conseqüência temos uma piora do quadro do Lupus.

Data também dos anos 90 a observação de que muitas mulheres com abortamento de repetição sem causa aparente não sofrem o desequilíbrio TH1/TH2 observado nas gestações normais. Assim, o mantenimento de respostas TH1 em níveis normais passou a ser encarado como um marcador de risco de abortamento. O exato mecanismo fisiopatológico ainda não é claro, mas existem indicações recentes que implicam um determinado tipo de linfócito, denominado célula T regulatória, ou Treg (T CD4+ CD25+ FoxP3+), como a responsável por esta imunossupressão endógena, e que seu mau funcionamento permitiria a permanência da atividade TH1 normal durante a gestação.

Link: http://www.imunologiadareproducao.com.br/sobre_cir.asp?nrLink=17 

Enviado por: Andréa Oliveira

Vitamina D ativa resposta do sistema imunológico à tuberculose

A vitamina D é necessária para ativar a resposta do sistema imunológico à tuberculose, aponta um estudo americano divulgado nesta quarta-feira, o que pode levar a novos tratamentos contra a doença, que mata 1,8 milhão de pessoas por ano.
Enviado por: Andréa Oliveira 

Tipo sanguíneo pode aumentar o risco de AVC, dizem pesquisadores

Os fatores de risco tradicionais para o acidente vascular cerebral (AVC) como a hipertensão arterial, colesterol elevado ou tabagismo são bem conhecidos, mas pesquisadores da escola pública de saúde de Harvard (Boston, Estados Unidos) descobriram que o tipo de sanguíneo, particularmente os grupos AB e B, também relacionam-se com um risco aumentado de AVC.
Em duas coortes que incluíram homens e mulheres, os portadores dos grupos sanguíneos AB e B apresentaram um risco relativo de AVC 26% e 17% maior quando comparados com aqueles indivíduos com tipo sanguíneo O.O pesquisador principal do estudo, o Dr. Lu Qi, não tem certeza sobre os mecanismos que explicam esta associação.
Estudos genéticos prévios mostraram que os tipos de sangue AB e B estão associados com alguns fatores de risco cardiovascular.Outros estudos têm mostrado uma associação entre o tipo sanguíneo A e níveis elevados de colesterol LDL ("colesterol ruim"), e o tipo sanguíneo B com um aumento da pressão arterial sistólica (pressão arterial máxima).
Para este estudo, os pesquisadores analisaram dados de duas coortes prospectivas com 26 e 20 anos de acompanhamento.O Nurses'Health Study (NHS) inclui 61.973 mulheres e o Health Professionals Follow-up Study (HPFS) inclui 27.808 homens.As informações sobre o grupo sanguíneo foram auto-relatadas.Os resultados do estudo foram ajustados para outros fatores de risco como a idade, tabagismo, índice de massa corporal (IMC), consumo de álcool, atividade física, uso de aspirina, etnia, história familiar de doença cardiovascular, hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes do tipo 2, entre outros.
Fonte: American Heart Association.
 
Enviado por: Andréa Oliveira

Pesquisadores descobrem como hormônio ativa células do sistema imunológico

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros desvendou a via bioquímica pela qual a melatonina – um hormônio produzido pela glândula pineal e em células do sistema imunológico – modula a morte induzida por ativação de determinadas células T, que são glóbulos brancos especializados em matar células contaminadas por microrganismos intracelulares, inacessíveis aos anticorpos circulantes.
Autor principal do artigo, Gustavo Amarante-Mendes, professor do Departamento de Imunologia do ICB-USP, explica que a melatonina já é utilizada clinicamente para tratar distúrbios do sono, por exemplo. Mas, até agora, nada foi explorado em relação ao sistema imunológico.
“O foco do estudo foi avaliar se a melatonina teria um papel na regulação da resposta imune."
A melatonina, segundo ele, é um hormônio inicialmente descrito como sendo produzido na glândula pineal, mas cada vez mais se consolida o conceito de que ela também é produzida em outros pontos no organismo.
“Aparentemente, em situações inflamatórias a produção de melatonina no próprio local da inflamação é até maior do que a produção pineal. Assim, nos interessamos por estudar até que ponto esse hormônio tem o efeito de modular a relação entre o sistema imune e a inflamação”, contou. “Nossa questão mais geral consistia em saber se, nas situações em que há inflamação ou infecção, existia a produção de alguma via de sinalização extra que controlasse a existência de células T-Helper”, disse. As células T-Helper, também conhecidas como linfócitos CD4+, são os intermediários da resposta imune que proliferam após o contato com o antígeno para ativar outros tipos de células com ação mais direta.
Expansão imunológica
O grupo demonstrou, no primeiro artigo, que em resposta a padrões moleculares presentes em patógenos, as células apresentadoras de antígeno liberam a prostaglandina E2. “O hormônio atua nas células T-Helper, que são estimuladas pelas células apresentadoras de antígeno de tal maneira que essas células T não acionam os receptores CD95L”, explicou Amarante-Mendes.
A interpretação desses resultados, segundo ele, tem duas interpretações possíveis. Uma delas é que os receptores CD95L, quando aumentados pelo estímulo antigênico, podem levar ao fenômeno conhecido como morte celular induzida por ativação – o que regula a sobrevivência da célula T.
“Por outro lado, os receptores CD95L poderiam também estimular a morte da célula apresentadora, o que também contribuiria para a expansão da ligação clonal. Nos dois casos, o CD95L é uma molécula que estaria controlando a expansão e, portanto, a resposta imune mediada pelas células T-Helper”, disse.
No primeiro trabalho, de acordo com Amarante-Mendes, o grupo descreveu uma via de reconhecimento de infecções, gerando um mediador lipídico para a célula apresentadora.
“No segundo caso, mostramos que a melatonina produzida em resposta inflamatória, com a presença ou não de infecção, também previne o aumento da expressão do receptor CD95L. Nesse caso em particular, descrevemos completamente a via bioquímica, mostrando que a melatonina interage com o NFAT, um fator de transcrição que é fundamental para a expressão do CD95L”, disse.
“Nosso objetivo agora, tanto no caso da prostaglandina como no caso da melatonina, é contextualizar esses processos biologicamente em algum sistema de infecção com camundongos, por exemplo. Estamos procurando passar da pesquisa básica sobre sinalização para a contextualização de alguma doença”, afirmou Amarante-Mendes.
 
 
Enviado por: Andréa Oliveira

Notícias


NOTICIA 1
Congresso internacional aborda sinalização celular, imunologia e infecção
A Fiocruz participa da organização do evento em parceria com a USP, o Inca e a Sociedade Brasileira de Imunologia
A sinalização celular é um processo fundamental para a biologia celular, responsável por transmitir a informação do ambiente extracelular para o interior da célula, possibilitando a comunicação com o ambiente externo. Este processo é importante para organismos multicelulares e tem papel fundamental no sistema imunológico. O evento Signaling 2010 - Signaling in cell death, cancer and immune system, que acontece em Mangaratiba (RJ), de 8 a 11 de fevereiro, tratará do tema de maneira aprofundada, com foco nas áreas de inflamação, imunologia e câncer. O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) participa da organização do evento em parceria com a Universidade de São Paulo, o Instituto Nacional do Câncer e a Sociedade Brasileira de Imunologia.
" Os mecanismos moleculares de controle e regulação da resposta imune e inflamatória envolvidos em doenças infecciosas, neoplásicas, autoimunes e degenerativas serão tratados no evento" , afirma a pesquisadora do Laboratório de Imunofarmacologia do IOC/Fiocruz, Patrícia Bozza, uma das organizadoras do congresso. Lembrando que os principais líderes brasileiros e estrangeiros da área farão apresentações no evento, ela destaca a possibilidade de intercâmbio de conhecimento que o Sinaling 2010 proporcionará. "É uma oportunidade tanto para pesquisadores como para alunos se aprimorarem nos temas e discutirem os trabalhos que estão em curso" , afirma.
O congresso será dividido em dois eixos principais: um tratará do entendimento básico dos mecanismos das doenças e outro será centrado no desenvolvimento de novas terapias. Serão realizadas duas conferências plenárias e 40 conferências organizadas na forma de simpósios temáticos, sendo 16 destas realizadas por estudantes de doutorado, pós-doutorado ou jovens pesquisadores. O evento contará, também, com cursos de atualização e apresentação de pôsteres com premiação para os cinco melhores trabalhos.
" O estudo da inflamação, câncer e sua interface com a imunologia básica e com o desenvolvimento de alvos terapêuticos e de novos fármacos são áreas importantes da pesquisa brasileira e que contam com grupos de pesquisa muito atuantes, como é o caso do IOC" , ressalta Patrícia.






NOTÍCIA 2:
Equipe descobre anticorpo capaz de neutralizar o vírus Ebola
Estudo sobre ação de 16F6 sobre vírus Sudão pode levar a novas vacinas e imunoterapias contra várias estirpes do vírus Ebola
Cientistas do Scripps Research Institute, nos Estados Unidos descobriram um anticorpo que neutraliza o vírus Sudão, uma grande espécie do vírus Ebola e um dos agentes patogênicos humanos mais perigosos.
As descobertas sobre o anticorpo 16F6 podem levar a novas vacinas e terapias baseadas em anticorpos contra várias estirpes do vírus mortal.
As descobertas mostram que o anticorpo se liga ao vírus Sudão de uma forma que une dois segmentos de sua proteína capsidial, reduzindo a liberdade de movimento e severamente prejudicando a capacidade do vírus de infectar as células.
A estratégia de ligação de proteínas parece ser a mesma utilizada por um anticorpo descoberto anteriormente neutralizante de espécies mais conhecidas do Ebola, como o Ebola-Zaire.
Testando a capacidade de cada tipo de anticorpo em bloquear a infecção de células com o vírus Sudão, os pesquisadores descobriram um bom candidato, anticorpo 16F6, que não só neutraliza o vírus Sudão em laboratório, mas também retarda significativamente a morte de camundongos infectados.
A equipe descobriu que 16F6 se liga ao vírus Sudão de uma forma que une dois segmentos da capa protéica viral, reduzindo a liberdade de movimento e severamente prejudicando a capacidade do vírus de infectar as células.
Segundo os pesquisadores, a estratégia de ligação de proteínas é a mais eficaz que os anticorpos têm contra vírus Ebola. O sítio de ligação do anticorpo sobre a capa protéica do vírus Sudão é praticamente o mesmo sítio de ligação do anticorpo Ebola-Zaire, conhecido como KZ52.
A equipe acredita que não é apenas uma coincidência que os dois anticorpos diferentes, de duas espécies de hospedeiros diferentes usem a mesma estratégia de vincular proteínas.
Eles estão agora tentando obter dados estruturais em vários outros anticorpos do vírus Ebola. AS descobertas da pesquisa devem orientar o desenvolvimento de vacinas e imunoterapia. "Ela nos ajuda a compreender mais precisamente o que uma vacina Ebolavirus ou imunoterapia deve fazer para combater a infecção pelo vírus", afirma a líder do estudo Erica Ollmann Saphire.


NOTÍCIA 3

Parasita da doença de Chagas é usado para elaborar vacina contra câncer
Cientistas da Fiocruz e da UFMG modificaram uma cepa de Trypanosoma não-patogênica para produzir antígeno contra tumores
Uma nova vacina contra o câncer foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros a partir do Trypanosoma cruzi , protozoário causador da doença de Chagas. Para alcançar os resultados, uma cepa de Trypanosoma não-patogênica foi modificada para produzir o antígeno NY-ESO-1.
Os resultado promissores alcançados pelos cientistas do Centro de Pesquisas René Rachou (Cpqrr-Fiocruz), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Ludwig, em Nova York (EUA), foram publicados na revista americana PNAS.
A pesquisa envolveu testes em camundongos para prevenção e tratamento de melanomas. Nas experiências com o Trypanosoma transgênico em células humanas in vitro, os cientistas também comprovaram uma boa resposta imunológica para alguns tipos de cânceres.
O grupo, que inclui o pesquisador Ricardo Gazzinelli, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas, ainda vai realizar testes em cachorros antes de iniciar os experimentos para análise de eficiência em humanos.

Enviado por: Julie Mirapalheta